O Fluminense venceu o Bolívar por 2 a 1 no Maracanã e segue vivo na Libertadores, mas a atuação deixou um gosto amargo na torcida. Nessa terça, vi mais de 50 mil tricolores apoiando nas arquibancadas, e a expectativa era de uma vitória convincente, capaz de aliviar a pressão e encaminhar a classificação. Mas o que se viu foi um time novamente irregular, alternando bons momentos com falhas que mantiveram o jogo aberto até o fim.
Os gols de Lucho Acosta e John Kennedy garantiram o resultado, porém o gol sofrido diante de um adversário tecnicamente inferior acabou pesando no contexto da tabela. O Fluminense precisava de uma atuação mais sólida para chegar à última rodada em situação confortável, mas continua pressionado e dependendo de combinações para avançar.
As análises dos principais veículos esportivos seguiram a mesma linha: o time venceu muito mais pela qualidade individual do elenco do que por um futebol coletivo convincente. O setor defensivo voltou a apresentar insegurança, enquanto a equipe teve dificuldade para controlar o jogo mesmo atuando em casa.
John Kennedy apareceu mais uma vez em momento decisivo, reacendendo a conexão emocional com a torcida após os momentos históricos recentes do clube na competição. Ainda assim, o sentimento no Maracanã foi de cobrança. A torcida fez sua parte, apoiou do início ao fim, mas esperava uma resposta mais forte dentro de campo.
O Fluminense conquistou três pontos importantes, mas não conseguiu transformar a vitória em tranquilidade. Na Libertadores, sobreviver é essencial. Mas para um time do tamanho e da expectativa criada em torno do atual elenco, apenas vencer já não basta.